Teste da relação de rotação

Como Escolher a Relação de Transformação Correta de TC/TP?

Como escolher a relação de transformação de transformadores de corrente (TC)?

Resumo: A seleção correta da relação de transformação para Transformadores de Corrente (TC) e Transformadores de Potencial (TP) é fundamental para garantir a precisão das medições elétricas e a confiabilidade da proteção por relés em sistemas de energia. Este guia detalhará os princípios padronizados para a seleção da relação, com base na série da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC 61869) e normas do setor, diferenciando os requisitos para transformadores de instrumentação de medição e de proteção.

Parte I: Seleção da Relação de Transformação do Transformador de Corrente (TC)

A relação de transformação do TC Ki é definida como a razão entre a corrente primária nominal I1n e a corrente secundária nominal I2n (Ki= I1n/ I2n) =

9). Internacionalmente, a corrente secundária nominal I2n é tipicamente padronizada em 5 A ou 1 A.

1. Princípios Fundamentais para Selecionar a Corrente Primária Nominal I1n

A seleção de I1n deve equilibrar os requisitos de estabilidade térmica e precisão de medição.

(1) Estabilidade Térmica e Capacidade de Condução de Corrente (Limite Superior)

A corrente primária nominal do TC I1n deve ser maior ou igual à corrente máxima de operação contínua Imax esperada no circuito para garantir a elevação de temperatura de longo prazo e a estabilidade do enrolamento do TC.

  • Regra de Projeto: Selecione um valor padronizado para I1n ligeiramente superior a Imax .

    I1n Imax
  • Prática de Engenharia: É comum selecionar I1n para ser cerca de 1,2 a 1,5 vezes Imax para fornecer uma margem de segurança.

(2) Precisão de Medição e Metrologia (Limite Inferior)

Para garantir a precisão da medição, a corrente de carga mínima Imin deve estar dentro da faixa operacional de precisão especificada do TC.

  • Requisito: TCs de medição (ex.: Classe de Precisão 0.2 S) devem manter sua precisão até um limite baixo, como 1% ou 5% da corrente nominal I1n. Selecionar uma I1n excessivamente grande em comparação com Imax fará com que a corrente secundária I2 seja muito pequena durante condições de carga leve, podendo cair abaixo do limite de precisão do TC e levar a erros de medição aumentados.

2. Requisitos Especiais para TCs de Classe de Proteção

Além dos princípios básicos, os TCs de classe de proteção devem ser capazes de atuar de forma confiável sob condições de falta.

  • Fator Limite de Precisão (ALF) / Saturação: Os TCs de proteção estão principalmente preocupados com suas características de saturação durante uma falta. Deve-se garantir que a Corrente Limite de Precisão IALF = ALF x I1n cubra a máxima corrente de curto-circuito possível do sistema Iscmax. Isso evita uma saturação severa do TC durante uma falta, garantindo que o equipamento de relé de proteção receba um sinal de corrente preciso para operação confiável.

3. Aviso sobre Riscos na Seleção da Relação

Cenário de Risco Análise de Consequências Prática Padrão

Relação Selecionada Muito Pequena

(I1n < Imax)

Alto Risco. Leva ao sobreaquecimento crónico do TC e à degradação do isolamento. Em condições de falta,

ocorre saturação severa, podendo causar falha no disparo da proteção (recusa) ou disparo falso (má operação).

Aderir estritamente ao princípio

I1n Imax.

Relação Selecionada Muito Grande

((I1n Imax)

Faz com que a corrente de carga leve Imin caia fora da faixa ótima de precisão do TC, aumentando os erros de medição.

Pode também reduzir a sensibilidade dos relés de proteção.

Idealmente, mantenha Imáx dentro da faixa de 70% a 90% de I1n

Parte II: Seleção da Relação de Transformação do Transformador de Potencial (TP)

A relação de transformação do TP Ku é definida como a razão entre a tensão primária nominal U1n e a tensão secundária nominal U2n Ku = U1n / U2n).

1. Determinação da Tensão Primária Nominal U1n

U1n deve corresponder estritamente à tensão nominal do sistema Usistema no ponto de conexão e à configuração de ligação do TP.

  • Ligação Fase-Terra: Utilizada principalmente em sistemas de alta tensão com neutros aterrados diretamente (ex.: 110  kV e acima).

    U1n = Usistema / √3
  • Ligação Fase-Fase: Utilizada principalmente em sistemas de média e baixa tensão com neutros isolados ou aterrados por bobina de Petersen (ex.: 6  kV, 10 kV).

    U1n = Usistema

2. Tensão Secundária Nominal Padronizada U2n

A tensão secundária nominal U2n é geralmente um valor padronizado para ser compatível com os equipamentos secundários.

Aplicação Tipo de Ligação Tensão Secundária Nominal U2n
Medição & Proteção (Enrolamento Principal) Ligação Fase-Terra 100 /3 V
Medição & Proteção (Enrolamento Principal) Ligação Fase-Fase 100 /3 V
Proteção de Falha à Terra (Enrolamento Auxiliar) Ligação em Delta Aberto para Tensão de Sequência Zero 3U0 100 /3 V

3. Exemplo de Cálculo para a Relação de Transformação Ku

A relação Ku é um número adimensional, enquanto a especificação do TP é tipicamente dada como U1n / U2n.

Exemplo: Sistema de 110 kV (Ligação Fase-Terra)

  • Tensão Nominal do Sistema Usistema = 110 kV

  • Tensão Primária do TP U1n = 110  kV/ 3

  • Tensão Secundária do TP U2n = 110  kV/ 3

  • Cálculo da Relação Ku:

    A especificação do TP seria indicada como: 110000 / 3 / 100 / 3/ 100 V (referenciando os enrolamentos principal e auxiliar).(referenciando os enrolamentos principal e auxiliar).


Conclusão: Considerações-Chave de Projeto

Tipo de Instrumento Critério de Seleção do Núcleo Princípios-Chave Normas Aplicáveis
TC Corrente Primária I1n

1. Satisfazer a Carga Máxima (I1n Imax);

2. Garantir que a Corrente Mínima esteja dentro da Faixa de Precisão.

IEC 61869-2
TP Tensão Primária U1n

1. Corresponder estritamente à Tensão do Sistema Usistema;

2. Correspondência de Fiação (U/√3 para Fase-Terra ou U para Fase-Fase).
IEC 61869-3

Recomendação: No projeto de engenharia, deve-se sempre consultar as normas nacionais e internacionais mais recentes (como a série IEC 61869) e selecionar a classe de precisão e a relação nominal com base na aplicação específica (medição ou proteção) do TC e do TP.






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